Sempre que vou assistir a missa procuro nos momentos de comunhão ler as palavras de Pe Virgilio presentes na ultima parte do jornal litúrgico...são sábias e lindas palavras presentes a cada semana, nos trazendo aos dias de hoje a materialização do evangelho lido...Nesse último domingo essas palavras falaram sobre ‘As medidas do Amor’...quem já não ousou a quantificar o Amor que sentia...em um trecho ele cita; “Só que ainda precisamos conhecer com exatidão as medidas do amor. A lei antiga mandava amar o próximo ‘como a si mesmo’ – o que era medida generosa porém não perfeita. De fato quem nos garante que sabemos amar a nós mesmos de maneira perfeita? As medidas perfeitas do amor cristão foi o próprio Cristo que as estabeleceu:’ como eu vos amei’. E até que ponto ele nos amou, bem o sabemos:entregando a própria vida. Amou-nos até a ultima gota do seu sangue.”...
Ao ler isso me veio a mente as circunstâncias que a vida impôs ao pequeno Guilherme que nasceu em um momento em que sua mãe deu a vida por ele...então me veio o exemplo do amor materno que surge de um conflito de hormônios desde a concepção e se estende imutável por toda a vida, por uma vida eterna... Essa semana recebi um email de uma amiga descrevendo sua filha e aqui o transcrevo como o mais puro e verdadeiro orgulho de ser mãe e de compartilhar disso todos os dias...
‘Hoje Ela adora cantar, dançar, e conversar pelos cotovelos... Porém observadora, comedida, só fala na hora que dá vontade e que ela se sente segura, alegre e espontânea adora ver reações, lugares, descobrir, observar, testar os próprios limites desde que este limites não sejam ir até a praia e saber que as ondas vão e vem...isso é demais...risos...."franze" logo a testa em sinal de que não tá gostando....rs
Ela a cada dia nos pega de surpresas e nos mostra que a vida é feita de muito amor, dedicação, vida, esperança...de situações ímpares de ter em meu rosto 2 mãozinhas segurando e dizendo baixinho "te amo no coração", Ela no presenteia todos os dias nos dando de presente o que deixamos a 30 anos, não por que fomos proibidos, mais porque os anos se passam, as obrigações chegam e nos deixa "esquecer" o quanto é bom brincar de massinha, de areia, de pintura, de riscar, de ficar dançando, pulando ao som de balão mágico, de ler o livro do gato de botas, gritar puramente por gritar, cantar pela rua canções infantis como se o mundo tivesse parado, conversar no carro e as pessoas olharem para você e achar que você puramente/simplesmente maluca, porque não estão vendo a cadeirinha, é se esconder quando o papai chega em casa, de contar histórias sem pé e sem cabeça, de pedir que a mamãe fique um em sua cama, mesmo que esta cama só tenha 90 x 1.50 e que o pai teime em dizer que ela vai cair se a mãe continuar deitando, só para ganhar aquele abraço e um obrigada bemmmmmm baixinho acompanhado de um grande abraço....perseverança na retirada das fraldas e saber que a primeira vez que ela conseguiu foi uma grande vitória para nós e não só para ela, afinal estávamos juntas....enfim.....se me deixar passarei o resto de minha vida falando e falando sobre o amor...rsrsrsrs.....O amor que Deus nos deu de presente.’
Feliz Dia das Mães; feliz dia a aquelas que tem o amor sem medidas...