quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Epidemias...



A manchete estampa; “Empreiteira deu US$ 23 mi, diz ex-diretor da Petrobras - 02/10/2014 - Poder - Folha de S.Paulo”. Logo abaixo na coluna internacional o titulo incomoda; “Um hospital do inferno, em uma cidade tomada pelo ebola - Notícias - Internacional”. De um lado um esquema de investigação para averiguar o repugnante desvio de verbas oportunamente na semana pré-eleitoral. Do outro, a falta de estrutura e preparo no combate de uma epidemia que esta devastando vidas no oeste da África. Cifras enormes de dinheiro público sendo usados de maneira arbitrária e inconsequente em circunstâncias deprimentes de corrupção que já virou uma epidemia nacional. E a epidemia africana trazendo a tona na mesma condição deprimente ao ser humano que agoniza por uma oportunidade de vida mais simples, mais justa, mais feliz...

                Nos últimos meses tenho tido noticias trágicas e com elas a sensação de vulnerabilidade diante das fatalidades me fazem pensar aonde queremos chegar com tudo isso. A gravidez interrompida no oitavo mês de gestação por uma colisão com motorista alcoolizado, a morte de um filho que cometeu suicídio no regresso de um ano de intercambio, a perda na luta de um câncer feroz que em menos de 6 meses destinou uma triste realidade... Historias de outras pessoas que nos parecem tão nossa quando nos damos conta de que não somos nada nesse mundo se não tivermos dentro de nos a força para superar os desafios e a esperança em um mundo mais digno... Mas a dignidade depende de cada um de nós, está citado como direito fundamental na constituição de 1988: “O Princípio Constitucional da Dignidade da Pessoa Humana, é o principal e mais amplo princípio constitucional, no direito de família diz respeito a garantia plena de desenvolvimento de todos os seus membros, para que possam ser realizados seus anseios e interesses afetivo, assim como garantia de assistência educacional aos filhos, com o objetivo de manter a família duradoura e feliz”...

                E o que sente o coração quando se depara com a cena da criança africana de 4 anos, suspeita de ter sido infectada pelo ebola, deita no chão coberto de fluidos corporais em local para vítimas da doença em hospital de Makeni? Indignação... Ai vem o desconforto da vulnerabilidade diante das fatalidades e com ela certeza de que somente podemos percorrer esse caminho fazendo a nossa parte diante do próximo, dando o exemplo de boa nova e fundamentando os passos na Fé em dias melhores estampados em manchetes...