sexta-feira, 27 de agosto de 2010

27 de Agosto de 2010 - Âncora...

Msg de um Amigo muito especial!

"Parabéns, o mundo hoje está em festa, estou falando deste mundo que está a sua volta, seus amigos, sua família. Hoje nós todos temos um motivo especial para abraçar você, e te desejar um calendário de sonhos realizados.
Parabéns, hoje você tem todo direito de ser feliz, de se sentir feliz. É o seu aniversário. É dia de festa.
Que Deus continue te abençoando e dobrando seus dias de vida,com muita saúde.
Que esse aniversário, traga novas chances e oportunidades para você crescer profissionalmente, espiritualmente, emocionalmente e muito mais.
Feliz aniversário, que o céu, te cubra com as bençãos de Deus Pai,e que você continue sendo essa pessoa maravilhosa que você é.
A vida é como uma viagem de barco, subindo e descendo conforme o balanço das ondas. Graças a família, não se perde o horizonte. E quando se naufraga, a família é a ancora que te apoia enquanto buscas um novo rumo."

Obg a todos que fazem parte deste meu 'mundo em festa hoje'

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

18 de Agosto de 2010 - Conteúdo...

Há dias atrás, em meio ao turbilhão de dias exaustivos, viradas de noites e correria plena, recebi um email com um lindo texto com o tema para refletir...parei para ler e desde então tenho olhado meio torto para as ‘xícaras’, ‘copos’, ‘taças’ que tenho utilizado [metaforicamente falando]...hoje, num daqueles descontraídos papos em meio a uma reunião, escuto alguém falar da mania de colecionar taças e não admitir que água sejam tomadas em canecas, vinhos não possuam taças apropriadas...isso vinha de uma mulher que tenho admirado a cada novo dia de convívio; uma daquelas doces pessoas que nos surgem com uma áurea leve e de semblante de bondade...lembrei do texto...


“Um grupo de ex-alunos, todos muito bem estabelecidos profissionalmente, se reuniu para visitar um antigo professor da universidade. Em pouco tempo, a conversa girava em torno de queixas de estresse no trabalho e na vida como um todo. Ao oferecer café aos seus convidados, o professor foi à cozinha e retornou com um grande bule e uma variedade de xícaras de porcelana, plástico, vidro, cristal; algumas simples, outras caras, outras requintadas, dizendo a todos para se servirem. Quando todos os estudantes estavam de xícara em punho, o professor disse: Se vocês repararem pegaram todas as xícaras bonitas e deixaram as simples para trás. Não está errado querer o melhor para si... mas, muitas vezes, esta é a fonte dos maiores problemas!!! Vocês podem ter certeza de que a xícara em si não adiciona qualidade nenhuma ao café. Na maioria das vezes, são apenas mais caras e, algumas vezes, até ocultam o que estamos bebendo. O que todos realmente queriam era o café, não as xícaras, mas escolheram, conscientemente, as melhores xícaras... Agora, pensem nisso: a vida é o café. Empregos, dinheiro e posição social são as xícaras. Elas são apenas ferramentas para sustentar e conter a vida. Às vezes, ao nos concentrarmos apenas na xícara, deixamos de saborear o café. Portanto nunca deixe de saborear o seu café!"


A ida a Santiago surgiu dessa curiosidade de me desprover de tudo, selecionar apenas o mínimo para sobreviver ao caminho carregando o peso desta necessidade nas costas ao longo dos km que se apresentarão na minha frente...o que colocar numa mochila? o que é extremamente necessário para se viver? o que carregar pelo caminho arcando com o fardo do peso que este provocará? Imagine-se tendo que abrir mão, por alguns dias, de sua rotina, do convívio social entre família e amigos, do conforto e segurança do lar...munido apenas do essencial para se viver em busca de uma experiência indescritível...
Ainda não será dessa vez que farei o caminho desta forma...em outubro vou optar por estar em meio a pessoas essenciais conhecendo o caminho que certamente um dia retornarei, livre de tudo e cheia de conteúdo...

domingo, 8 de agosto de 2010

08 de Agosto de 2010 - Presença...

Apesar de estar atrasada, decidi correr atrás dos minutos perdidos e fui assistir a missa pela manhã, a primeira missa do dia... Era o Dia dos Pais, certamente seria linda e duradoura... Deixei a família em casa e chegando ainda no momento do evangelho, li as primeiras leituras a medida que escutava a homilia...entre as palavras do sermão, as quais ressaltavam a necessidade de nos posicionarmos como testemunho de uma vida cristã de compromisso com o próximo e com a partilha, as palavras de São Lucas exemplarmente destacavam...


“Porque a todo aquele a quem muito foi dado, muito lhe será exigido; e aquele a quem muito confiaram, mais contas lhe pedirão.” São Lucas 12,32-48


Pensei em meu Pai, em todo o legado passado a nós, seus filhos, e o quanto teríamos que honrar com essa herança trazendo aos nossos herdeiros o reflexo de sua sabedoria, disciplina, tolerância e perseverança... E a medida que iam acontecendo os momentos litúrgicos eu cada vez mais me envolvia em saudade e orgulho...Toda a missa assisti de óculos escuros, do lado de fora da Igreja, encostada no guarda corpo defronte da porta principal, com a visão da nave diante dos meus olhos de perspectiva voltada para o altar...estava tão sensível hoje que todo e qualquer cântico me fazia chorar...trazia na mente a imagem de meu pai e dos muitos momentos pelo qual passamos juntos; momentos singelamente especiais em meus dias de tratamento – desde a descoberta até a alta – em que com sua serenidade me manteve confortável, segura e confiante...lembrava dele e sua ausência se fazia presente...vontade de pegar o primeiro vôo e ir ao seu encontro, estreitar as distancias, eliminar as barreiras e lhe dar um abraço desejado em gratidão eterna mais que merecida...minha fonte de inspiração, exemplo de caráter, ombro mais que amigo, companheiro para qualquer hora mesmo que em nossas vidas, em nosso convívio, a ausência física sempre tenha persistido e dela nada impediu que estivesse garantida para sempre em mim a sua presença...

terça-feira, 3 de agosto de 2010

03 de Agosto de 2010 - Afinidade...

Engana-se quem pensa que imagem é tudo...me perdoe os que assim acreditam, mas conteúdo é sempre o definidor de relações sólidas e duradouras...ultimamente a tal da exposição tem me tirado do sério...vender a imagem de uma perfeição nunca foi, e jamais será, do meu feitio...mas como quem ta na chuva é, e deve, se molhar; fico em alerta...em verdade, acredito no poder da exposição como ponte para unir dois extremos ainda desconhecidos...e se essa exposição for bem conduzida catalisa o processo; evita [pré]conceitos e desfaz tantos outros que possam existir a primeira vista...quando comecei a expor minha decisão de ir a Santiago vários foram os ‘inputs’ gerados...e a medida que ia formando a idéia em minha mente e consolidando as possibilidades as coisas iam acontecendo e se ajustando...o desejo imediato era estar em Santiago neste ano compostelano, a origem era fazer a caminhada de 40 dias, a consagração era ter a companhia de alguém especial...e assim de um desejo de origem antiga surgiu o convite tímido de chamar meu pai para me acompanhar...convite aceito e tudo então se transformou...e por falar em alguém especial, segue uma sugestão de texto igualmente especial, fruto de uma exposição sutil, delicada e penetrante sobre afinidades...


“A afinidade não é o mais brilhante, mas o mais sutil, delicado e penetrante dos sentimentos. É o mais independente. Não importa o tempo, a ausência, os adiamentos, as distâncias, as impossibilidades. Quando há afinidade, qualquer reencontro retoma a relação, o diálogo, a conversa, o afeto no exato ponto em que foi interrompido. Afinidade é não haver tempo mediando a vida. É uma vitória do adivinhado sobre o real. Do subjetivo para o objetivo. Do permanente sobre o passageiro. Do básico sobre o superficial. Ter afinidade é muito raro. Mas quando existe não precisa de códigos verbais para se manifestar. Existia antes do conhecimento, irradia durante e permanece depois que as pessoas deixaram de estar juntas. O que você tem dificuldade de expressar a um não afim, sai simples e claro diante de alguém com quem você tem afinidade. Afinidade é ficar longe pensando parecido a respeito dos mesmos fatos que impressionam, comovem ou mobilizam. É ficar conversando sem trocar palavras. É receber o que vem do outro com aceitação anterior ao entendimento. Afinidade é sentir com. Nem sentir contra, nem sentir para, nem sentir por, nem sentir pelo. Quanta gente ama loucamente, mas sente contra o ser amado. Quantos amam e sentem para o ser amado, não para eles próprios. Sentir com é não ter necessidade de explicar o que está sentindo. É olhar e perceber. É mais calar do que falar, ou, quando é falar, jamais explicar: apenas afirmar. Afinidade é jamais sentir por. Quem sente por, confunde afinidade com masoquismo. Mas quem sente com, avalia sem se contaminar. Compreende sem ocupar o lugar do outro. Aceita para poder questionar. Quem não tem afinidade, questiona por não aceitar. Afinidade é ter perdas semelhantes e iguais esperanças. É conversar no silêncio, tanto nas possibilidades exercidas quanto das impossibilidade vividas. Afinidade é retomar a relação no ponto em que parou sem lamentar o tempo de separação. Porque tempo e separação nunca existiram. Foram apenas oportunidades dadas (tiradas) pela vida, para que a maturação comum pudesse se dar. E para que cada pessoa pudesse e possa ser, cada vez mais a expressão do outro sob a forma ampliada do eu individual aprimorado.”
Autor(Artur da Távola)