quarta-feira, 18 de agosto de 2010

18 de Agosto de 2010 - Conteúdo...

Há dias atrás, em meio ao turbilhão de dias exaustivos, viradas de noites e correria plena, recebi um email com um lindo texto com o tema para refletir...parei para ler e desde então tenho olhado meio torto para as ‘xícaras’, ‘copos’, ‘taças’ que tenho utilizado [metaforicamente falando]...hoje, num daqueles descontraídos papos em meio a uma reunião, escuto alguém falar da mania de colecionar taças e não admitir que água sejam tomadas em canecas, vinhos não possuam taças apropriadas...isso vinha de uma mulher que tenho admirado a cada novo dia de convívio; uma daquelas doces pessoas que nos surgem com uma áurea leve e de semblante de bondade...lembrei do texto...


“Um grupo de ex-alunos, todos muito bem estabelecidos profissionalmente, se reuniu para visitar um antigo professor da universidade. Em pouco tempo, a conversa girava em torno de queixas de estresse no trabalho e na vida como um todo. Ao oferecer café aos seus convidados, o professor foi à cozinha e retornou com um grande bule e uma variedade de xícaras de porcelana, plástico, vidro, cristal; algumas simples, outras caras, outras requintadas, dizendo a todos para se servirem. Quando todos os estudantes estavam de xícara em punho, o professor disse: Se vocês repararem pegaram todas as xícaras bonitas e deixaram as simples para trás. Não está errado querer o melhor para si... mas, muitas vezes, esta é a fonte dos maiores problemas!!! Vocês podem ter certeza de que a xícara em si não adiciona qualidade nenhuma ao café. Na maioria das vezes, são apenas mais caras e, algumas vezes, até ocultam o que estamos bebendo. O que todos realmente queriam era o café, não as xícaras, mas escolheram, conscientemente, as melhores xícaras... Agora, pensem nisso: a vida é o café. Empregos, dinheiro e posição social são as xícaras. Elas são apenas ferramentas para sustentar e conter a vida. Às vezes, ao nos concentrarmos apenas na xícara, deixamos de saborear o café. Portanto nunca deixe de saborear o seu café!"


A ida a Santiago surgiu dessa curiosidade de me desprover de tudo, selecionar apenas o mínimo para sobreviver ao caminho carregando o peso desta necessidade nas costas ao longo dos km que se apresentarão na minha frente...o que colocar numa mochila? o que é extremamente necessário para se viver? o que carregar pelo caminho arcando com o fardo do peso que este provocará? Imagine-se tendo que abrir mão, por alguns dias, de sua rotina, do convívio social entre família e amigos, do conforto e segurança do lar...munido apenas do essencial para se viver em busca de uma experiência indescritível...
Ainda não será dessa vez que farei o caminho desta forma...em outubro vou optar por estar em meio a pessoas essenciais conhecendo o caminho que certamente um dia retornarei, livre de tudo e cheia de conteúdo...

Um comentário:

Carol Seabra disse...

Amiiiga... vc ta ficando cada dia mais filosofica!!! Rsrsrs... muit lindo...
Bjooo grande e saudoso...