quarta-feira, 15 de setembro de 2010

15 de Setembro de 2010 - Resignação...

Haviam três dias que aquele jornal da liturgia dominical estava na minha agenda para ser lido por sugestão de minha irmã...hoje em um momento do dia resolvi ler sem maiores intenções, sem tanta curiosidade, apenas para atender a sugestão...fiquei impressionada...dentre as leituras e o evangelho, alguns trechos do texto 'A alegria do perdão' me emocionaram e aqui os transcrevo a seguir para reflexão:

“A atitude hipócrita de julgar e condenar era típica dos fariseus daquele tempo. Mas a hipocrisia se esconde instintivamente em todo coração humano. Sem perceber, vemo-nos às vezes julgando e condenando os outros, quem sabe para esconder nossos próprios erros. Por que, por parte das criaturas, no fundo todos somos pecadores, todos nos aventuramos e nos perdemos às vezes. Não importa que as criaturas errem e quanto errem: Deus está sempre à procura daqueles que ele ama. A alegria do reencontro é infinitamente superior aos nossos pecados. E essa alegria, que experimentamos ao nos sentir perdoados e acolhidos, é também a alegria do próprio Deus...celebremos a reconciliação na própria vida e a reconciliação de todos ‘estes nossos irmãos’. Nós nos sentimos perdoados à medida que perdoamos aos outros. Esse será sempre o tamanho da nossa festa.”*

Poderia ter sido apenas mais um dia como qualquer outro de uma rotina semanal, mas a relação desse texto e dos fatos e acontecimentos de hoje me trouxeram a necessidade de resignação a tona...

"A resignação, ou ainda aceitação, na espiritualidade, na conscientização e na psicologia humana, geralmente se refere a experienciar uma situação sem a intenção de mudá-la. A aceitação não exige que a mudança seja possível ou mesmo concebível, nem necessita que a situação seja desejada ou aprovada por aqueles que a aceitam. De fato, a resignação é freqüentemente aconselhada quando uma situação é tanto ruim quanto imutável, ou quando a mudança só é possível a um grande preço ou risco. Aceitação pode implicar apenas uma falta de tentativas comportamentais visíveis para mudar, mas a palavra também é utilizada mais especificamente para um sentimento ou um estado emocional ou cognitivo teórico. Então, alguém pode decidir não agir contra uma situação e ainda assim não ter se aceitado-a."

Muito refleti, muito aprendi e evolui pessoalmente...A resignação é um estagio sublime quando trazemos para nós a capacidade de ficarmos a margens da circunstâncias acreditando que essa é a melhor das decisões a serem tomadas...existem situações que de tão importantes, emotivas, efêmeras requer uma ausência proposital, uma distância efetiva, uma renuncia intencional...isso evita intempestividades, proporciona serenidade, provoca a sabedoria...e ao se ter sabedoria para distinguir os lados da mesma moeda, poder enfim emanar coragem para agir e provocar a mudança necessária...e para se ter coragem, inicie pela resignação...


* texto de Pe. Paulo Bazaglia,SSP. [nº43, 12/09/2010, remessa XII, ano LXXVIII – O DOMINGO, Missa do 24º Domingo Comum]

Um comentário:

Anônimo disse...

Bjooo linda... adoramos ontem!!!!
Fiquem com Deus...
Carol e Luce