sábado, 23 de janeiro de 2010

23 de Janeiro de 2010 - Limitações...

Fim de semana, programas de verão, compromissos domésticos e cotidianos estavam combinados...antes de tudo fui a uma loja de brinquedos comprar um cachorrinho de guarda para a filha da minha amiga...separei outros amuletos que me acompanharam durante o tratamento e fui vê-la para desejar tudo de melhor na decisão tomada... chegando lá presenciei que as coisas não estavam tão bem definidas como eu imaginava e desejava...ela estava muito insegura e deixou escapar que ‘cada vez estava mais desacreditada’...aquilo me machucou profundamente pois queria que a minha Fé estivesse dentro dela naquele instante...sai de lá arrasada...sei que tudo é muito difícil de aceitar, que cada um de nós responde de uma forma aos estímulos mas a minha vontade era de que ela não precisasse sofrer para ter a Fé...

‘Ser feliz, viver com alguma harmonia, há de nos tornar melhores do que a desgraça. A ilusão de que o trabalho e o sofrimento nos aperfeiçoam é uma idéia que deve ser reavaliada e certamente desmascarada...O que nos pode tornar mais bondosos e tolerantes, eventualmente, nasce do sofrimento suportado com dignidade, quem sabe com estoicismo.’*

Fui ao churrasco, jantei com amigos na casa de praia e tudo mais aconteceu como previsto...mas minha cabeça não parava de pensar na frase dita pela manhã e como eu poderia reverter essa situação...não tinha muito o que se fazer...cada um sabe a dor e a delicia de ser o que é...não podemos trazer para nós as decisões dos outros...administrar essa circunstância para mim está sendo tão difícil quanto as duvidas que pairaram e me acompanharam durante todo o meu tratamento...saber o limite de até onde eu posso ir é algo sutil de ser perdido em meio a ansiedade e angustia de se ter aquilo em que se acredita...no final do dia uma amiga em comum me ligou e desabafou tudo...pacientemente e com um auto controle inexplicável que me acometeu entre as lágrimas e dor daquela minha amiga...estávamos passando pela mesma sensação de impotência mas de uma maneira bem diferente...eu sabia que se prender aos fatos só contribuiriam para uma realidade cruel que nos impedia de ver uma luz maior e ter a Fé dentro de nós...ficamos horas conversando e nos desabafando até que mais calmas resolvemos aceitar nossa limitação humana diante do que, como disse no post de ontem, são os desígnios de Deus...


*Lya Luft - extraído de Veja, 20/01/2010.

Um comentário:

Carol Seabra disse...

É amiga!!! Nao é facil... queria muito q todos nós tivessemos essa Fé enorme q vc tem... mas infelizmente, nao sao todos q tem!!!
Bjocas